sexta-feira, 25 de maio de 2018

Conteúdo - Alergias


O que é uma alergia?
As alergias são respostas exageradas do organismo humano após o contacto com o ambiente que nos rodeia, sendo mais frequentes quando existe uma tendência familiar, isto é, um risco genético para a sua ocorrência. Ou seja, lutamos contra algo que os não alérgicos toleram: “as alergias são um excesso de defesas”, por oposição a outras situações clínicas em que existe falta de defesas.

Porque temos alergias? São muito frequentes?
Para além da genética, muitos fatores de risco relacionados com o estilo de vida das sociedades ocidentais – sedentarismo, alteração da dieta, obesidade, poluição dentro e fora dos edifícios, exposição a alergénios, consumo excessivo de medicamentos, nomeadamente de antibióticos, são algumas dos atributos com peso significativo no aumento da expressão quase explosiva que ocorreu nas doenças alérgicas nas últimas décadas.
Na Europa, estas doenças afetam cronicamente mais de um terço da população e Portugal não é exceção.

Estas doenças têm sempre a mesma gravidade?
As doenças alérgicas são muito frequentes mas a gravidade é variável. Se é bem conhecido que a asma pode ter um desfecho fatal, as picadas de insetos, a toma de medicamentos ou a ingestão de alimentos, não são habitualmente, nem reconhecidas, nem valorizadas, como responsáveis por quadros muito graves.

Em alguns doentes alérgicos o contacto com alergénios, mesmo em quantidades mínimas, pode ser muito perturbador:

A ingestão não reconhecida de alergénios alimentares, ocultados em outros alimentos (por exemplo, leite misturado com sumos de frutas ou mesmo com bebidas alcoólicas – “licor de leite”-, pode colocar a vida dos alérgicos em risco.
Os acidentes relacionados com a toma de medicamentos devem ser referidos à equipa de saúde e bem conhecidos pelo próprio e sua família ou contactantes.
As reações relacionadas com picadas de insetos, especialmente se muito graves, devem ser rapidamente referidas ao médico assistente, o que geralmente não é efetuado. E a situação pode traduzir um risco de vida permanente.

A Imunoalergologia ou Alergologia baseia a sua atividade na promoção da saúde, prevenindo, a vários níveis, situações que afetam a qualidade de vida das populações, da asma à rinite, da urticária ao eczema, da alergia alimentar à medicamentosa.

É fácil diagnosticar as doenças alérgicas?
O reconhecimento correto e atempado destes quadros clínicos de ligeiros a muito graves, permite delinear medidas de atuação em termos de diagnóstico e de tratamento, oferecendo alternativas alimentares e medicamentosas, estruturando a atuação de emergência se sintomas muito graves ocorrerem.

No entanto para que o diagnóstico seja possível é importante que os médicos assistentes e os cidadãos afetados, adultos ou crianças, grávidas ou idosos, sejam encaminhados para um especialista em Imunoalergologia.

Como podemos então controlar estas doenças tão frequentes?
O tratamento que permite o controlo divide-se em várias abordagens, mas baseia-se, primeiro, num diagnóstico correto.

Os pilares fundamentais no controlo da doença são:
-Educar o doente e da sua família
-Evitar os fatores de agravamento
-Tratar os episódios agudos ou crises, com utilização de fármacos que aliviam a obstrução dos brônquios;
-Planear o tratamento preventivo ou de controlo através de vacinas anti-alérgicas.

Como evitar o contacto com os alergénios?
Evitar os alergénios do ambiente interior
Os ácaros do pó doméstico representam a principal causa de alergia na população portuguesa. As medidas aconselhadas para evitar a exposição aos ácaros do pó, e a outros contaminantes, são:
-Manter um arejamento e VENTILAÇÃO adequadas
-Evitar alcatifas e carpetes. Substituir por pavimento de linóleo, mosaico ou madeira envernizada
-Utilizar colchões recentes, com menos de um ano
-Colocar coberturas anti-ácaros nos colchões e almofadas
-Utilizar lençóis de algodão e edredão sintético
-Lavar a roupa da cama e as cobertas plásticas com água a temperaturas superiores a 50ºC
-Remover do quarto peluches ou objetos que acumulem pó (ex. livros)
-Usar aspirador com filtro de alta eficiência (HEPA)
-Controlar a humidade relativa em valor inferior a 50%

Nos doentes alérgicos a fungos, as medidas de controlo ambiental são semelhantes.
Nos doentes alérgicos a animais domésticos - gato, cão, coelho, hamster, entre outros - será necessário remover os animais domésticos da habitação.

Evitar os alergénios do ambiente exterior

Os pólenes são os alergénios mais importantes do ambiente exterior.

Para os doentes alérgicos aos pólenes, cuja época de polinização habitual é a primavera, algumas medidas podem ser úteis:
-Conhecer o boletim polínico da região (disponível no site da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica - www.spaic.pt)
-Planear viagens de trabalho ou férias elegendo alturas do ano e locais livres dos pólenes para os quais é alérgico
-Evitar ir para o campo durante os períodos de grande concentração de pólenes em especial no período da manhã
-Manter as janelas fechadas durante o dia em casa, optando por fazer ventilação mais para o final do dia
-Usar óculos escuros
-Viajar de carro com as janelas fechadas e os motociclistas devem usar capacete integral

Evitar o fumo do tabaco, ativo e passivo

O fumo do tabaco aumenta o risco para o aparecimento de asma e outras doenças alérgicas, e nas crianças com asma é um conhecido fator desencadeante das crises, com aumento do risco para a ocorrência de crises graves, que podem levar ao internamento hospitalar.

Os pais das crianças asmáticas deverão ter consciência de que se fumam ou deixam que outros fumem perto dos seus filhos (em casa, no carro,…) estão a prejudicar gravemente a saúde dos seus filhos, aumentando de forma significativa a gravidade da doença. É preciso não esquecer que a criança pequena não pode manifestar verbalmente o seu mal-estar, e que a tosse é habitualmente a sua única forma de expressão.

Quais os medicamentos a que podemos recorrer?
Podemos dividi-los em três grupos:
-Medicamentos sintomáticos, para o alívio das queixas, incluindo anti-histamínicos para o controlo dos sintomas de alergia a nível do nariz, dos olhos ou da pele e, broncodilatadores para o tratamento das queixas de asma.
-Medicamentos preventivos, anti-inflamatórios, que permitem combater a inflamação alérgica e evitar o aparecimento dos sintomas.
-Vacinas anti-alérgicas. São um tratamento específico, dirigido ao alergénio implicado, que têm uma grande eficácia desde que instituídas corretamente e sob vigilância estrita de médico da especialidade de Imunoalergologia. É um método de tratamento que visa modificar a evolução da doença alérgica. Por exemplo, em doentes com rinite a pólenes que têm risco aumentado de vir a desenvolver asma, as vacinas poderão prevenir esta evolução.

Podemos esperar a cura das alergias?
As doenças alérgicas quando são crónicas, formalmente, não têm cura, sendo doenças onde se pretende, como principal objetivo, obter o controlo e assim permitir uma adequada qualidade de vida. Falamos em vacinas anti-alérgicas ou em protocolos de indução de tolerância para medicamentos ou alimentos, os quais, os especialistas das unidades CUF têm capacidade para aplicar de acordo com indicações estritas.

De qualquer modo, um doente alérgico pode estar décadas sem sentir qualquer sintoma de alergia, sendo muito mais provável isto acontecer quanto mais controlados estivermos.


Informação retirada daqui

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Conteúdo - Alopecia (calvície)


Qual a diferença entre alopecia e deflúvio?
Alopecia significa menos cabelo na cabeça. Deflúvio quer dizer mais queda de cabelo. Pode existir alopecia sem deflúvio e deflúvio sem alopecia.

Quais as mais frequentes causas de alopecia?
São a alopecia androgenética (calvície comum) e o deflúvio telógeno.

O que é o deflúvio telógeno?
Cada cabelo tem um ciclo (mais ou menos 3 anos) findo o qual cai e é substituído por outro. O deflúvio telógeno é uma alteração do ciclo do cabelo - temos mais cabelos na fase final do ciclo (finda a qual o cabelo cai).

O que pode determinar deflúvio telógeno?
A sazonalidade (outono), o parto, o "stress", o cansaço, cirurgia e doença podem desencadear este distúrbio. O desencadeante precede em 3 ou 4 meses a queda de cabelo.

Como é que a queda de cabelo pode variar com as estações do ano?
O fenómeno é muito menos marcado nos primatas do que em outros mamíferos, e parece ser mediado pela variação na luz solar - a hipófise deteta essa variação e faz variar os níveis de prolactina, melatonina e outras hormonas que atuam em recetores que condicionam variações no ciclo de cada folículo.

O cabelo que cai por deflúvio telógeno pode ser recuperado na totalidade?
Sim, na medida em que o que acontece é apenas um distúrbio do ciclo do cabelo: muitos cabelos estão a cair, mas nascerá outro por cada um que cai. A recuperação do volume total do cabelo poderá levar até um ano.

Que produtos funcionam para travar a queda do cabelo ou dar mais cabelo?
Depende de cada distúrbio. Pretender que um produto melhora todos os problemas do cabelo é tão ridículo como pensar que algum medicamento pode melhorar qualquer problema do coração independentemente do tipo de problema.

Quais os medicamentos com alguma eficácia cientificamente comprovada na alopecia androgenética?
Medicamentos de aplicação local: o único é o Minoxidil. Em comprimidos, Finasteride, Dutasteride e Flutamida. Existe um dispositivo LASER aprovado nalguns países para tratamento da alopecia androgenética (há ganho de cabelos muito finos).

Informação retirada daqui

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Conteúdo - Alopecia androgenética


O que é a Alopécia? 
A queda de cabelo pode ter causas variadas. A mais frequente é a queda de cabelo determinada geneticamente – a alopécia androgenética.

Incide sobretudo na parte de cima do couro cabeludo, poupando mais as áreas de trás e de lado (isto deve-se a diferentes recetores hormonais nos cabelos dessas áreas), e afeta homens e mulheres, embora de forma diversa.

Quais os efeitos da Alopécia? 
A calvície não é inevitável para quem padece desta forma de queda de cabelo. Tem sentido tratar a alopécia na medida em que constitui uma preocupação para a maioria das pessoas, podendo afetar negativamente a autoimagem. 

Como se trata a Alopécia?
Existem três níveis de intervenção para o tratamento da alopécia: 

Médico/Tópico – Atualmente não existe dúvida de que o mais eficaz produto aplicado diretamente no couro cabeludo é o medicamento minoxidil. Os médicos associam, por vezes, champô apropriado.

Médico/Sistémico – A administração de Finasteride (comprimidos) por via oral, de modo a bloquear a ação da hormona masculina no folículo piloso, constitui, em muitos casos, uma ajuda preciosa. Sabe-se hoje que a dose eficaz na mulher é bastante mais alta que a dose eficaz no homem, embora na maior parte dos países a administração a mulheres não esteja ainda regulamentada. A associação de polivitamínicos/oligoelementos (via oral) é comum no tratamento da alopécia, embora a sua utilidade não seja óbvia, exceto em casos em que exista carência de algum nutriente.

Cirúrgico – O tratamento cirúrgico da alopécia consiste no transplante de cabelo. Os primeiros transplantes para minorar a alopécia androgenética efetuaram-se há meio século. A técnica evoluiu muito nos últimos anos. Desde há dez anos a técnica que realizamos chama-se FUT (Transplante de Unidade Folicular). 

Em que consiste o tratamento cirúrgico da Alopécia?
No Transplante de Unidade Folicular retira-se cabelo de áreas nas quais o cabelo não cai (área dadora), habitualmente sob a forma de uma fina tira de pele ou folículo a folículo. Os cabelos da tira são cortados de forma microscopicamente controlada. Realizam-se micro-orifícios na área em que queremos melhorar a densidade de cabelo e, finalmente, introduzem-se os folículos contendo um ou dois cabelos em cada orifício. O cabelo transplantado cai entre o 1º e o 2º mês. Entre o 3º e o 4º mês renasce, com um aspeto natural, e dura toda a vida.  

Uma história clínica cuidada é fundamental. Doenças como diabetes, hipertensão e discrasias hemorrágicas deverão estar controladas. A intervenção dura em média 4 ou 5 horas, após as quais o doente vai para casa. Os efeitos adversos comuns são um inchaço nas pálpebras que ocorre entre o 2º e 4º dia pós transplante e micro-crostas que se notam no local de cada folículo implantado durante 15 dias.

Com a técnica atual é possível efetuar sessões de mais de 1500 cabelos implantados. É importante a expectativa ser adaptada à realidade. Uma sessão de transplante melhora muito a densidade mas nunca permitirá a densidade de cabelo normal, já que redistribuímos cabelo de uma área pequena para uma bastante maior (ao nascer temos no couro cabeludo cerca 150.000 folículos). O resultado é tanto melhor quanto maior a espessura do cabelo e a densidade da área dadora. Quanto mais precoce se efetuar a intervenção menos impacto terá na imagem (o máximo impacto ocorrerá numa fase em que já não existam cabelos na área recetora).

A técnica é particularmente interessante na mulher, em que habitualmente não há áreas totalmente despovoadas, e na qual o reforço da área dos 2 ou 3 cm anteriores pode ter um efeito magnífico. No homem com alopécia androgenética são expectáveis, durante uma vida, três sessões: uma para reforço anterior, uma de reforço posterior, e uma que une ambas as áreas. As sessões medeiam entre elas, em média, 4 anos. 

Por outro lado, esta técnica também permite corrigir as cicatrizes determinadas por doenças do cabelo, por traumatismos, tumores, radioterapia, etc.

Informação retirada daqui

sábado, 19 de maio de 2018

Conteúdo - Alzheimer


O que é a doença de Alzheimer?
A doença de Alzheimer, de instalação insidiosa e progressão lenta, afeta, primeira e predominantemente, a memória episódica, com o doente começando por ter dificuldades em lembrar-se de fragmentos recentes da sua vida (onde coloca os objetos, os recados, o que comeu no dia anterior, em que dia do mês está).

Quais os sintomas da doença de Alzheimer?
As memórias mais remotas resistem melhor, mas acabam também por se perder ao longo da doença. Ao defeito de memória vão-se juntando lentamente outros sintomas característicos da doença de Alzheimer:
-começa a haver dificuldade em reconhecer pessoas;
-o discurso torna-se cada vez mais pobre e entrecortado à procura de palavras;
-a orientação em espaços fica cada vez mais difícil;
-com o tempo começam também a surgir as primeiras alterações do comportamento, sendo frequentes -as alucinações visuais e a atividade delirante (o doente achar que o roubam ou perseguem), resultando em agitação e agressividade.

Este conjunto de dificuldades aumenta até ser suficiente para a pessoa deixar de viver de forma autónoma, tendo que ser ajudada em tarefas antes realizadas de forma natural como cozinhar, vestir-se, lavar-se, lidar com eletrodomésticos ou dinheiro.

O exame neurológico na deteção de Alzheimer
O exame neurológico é tipicamente normal nas fases iniciais da doença de Alzheimer e os exames de imagem, se não forem também normais, mostram apenas atrofia dos hipocampos, formações anatómicas existentes na parte interna dos hemisférios cerebrais e que têm um papel fundamental na consolidação e evocação de novas memórias. Em fases mais avançadas de Alzheimeros doentes desenvolvem muitas vezes sinais de parkinsonismo (lentidão e rigidez) e os exames mostram atrofia de todo o cérebro.

Informação retirada daqui

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Conteúdo - Amigdalite


A dor de garganta (cuja designação clínica é odinofagia) é um sintoma frequente nos nossos dias. Poderá significar um processo inflamatório da orofaringe, isto é, das amígdalas ou da faringe. Se a inflamação afetar as amígdalas, estamos perante uma amigdalite; caso afete a faringe, a inflamação será uma faringite aguda.

A amigdalite é uma inflamação geralmente aguda, mas que também pode ser crónica, das amígdalas palatinas por bactérias (geralmente estreptococos) ou por vírus.
As amígdalas, tal como os adenoides, são tecido linfóide que quando em bom estado ajudam a prevenir infeções.

Como se manifesta a Amigdalite?
Os sintomas de uma amigdalite aguda são:
-Dor de garganta
-Febre (grau variável)
-Dificuldade em engolir
-Dor de ouvidos (reflexa)
-Mau estar geral

Na observação da boca aparece uma vermelhidão na garganta com ou sem pontos brancos (pus). Os sintomas de uma amigdalite podem ser comuns a outras doenças graves e devem ser observados e tratados por um Médico.

Como se trata a Amigdalite?
O tratamento das amigdalites agudas depende de:
-Idade, condições gerais de saúde e antecedentes
-Extensão da infeção
-Tipo de infeção
-Tolerância do paciente para medicamentos e procedimentos médicos
-Evolução da infeção

Os tratamentos podem ser médicos (com medicamentos) ou cirúrgicos, dependente da causa, extensão, repetição ou severidade dos quadros.

Os antibióticos são uteis mas nem sempre necessários. Devem ser prescritos por uma Médico. A automedicação muitas vezes é prejudicial.

As amigdalites crónicas são uma inflamação crónica das amígdalas caracterizada por hipertrofia amigdalina com criptas marcadas, por vezes com caseum, hiperemiadas e por vezes com cheiro fétido.

A terapêutica médica geralmente é pouco eficaz e deve-se ponderar eventual terapêutica cirúrgica.

Cirurgia das amígdalas
-Em determinadas situações poderá ser necessário recorrer à técnica cirúrgica de amigdalectomia. A indicação cirúrgica surge quando se tem um número elevado de amigdalites, hipertrofia amigdalina que leve a síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS), suspeita de neoplasias ou história de complicação de amigdalite. Existem diferentes técnicas para amigdalectomia, sendo as mais frequentes a por dissecção fria, dissecção por eletrocauterização, LASER, Coblation e Radiofrequência.

Hipertrofia das amígdalas e adenoides
A hipertrofia das amígdalas palatinas e adenoides tem como sintomas mais comuns:
-Respiração bocal
-Roncopatia
-Paragens respiratórias durante o sono (apneias de sono)
-Dificuldades de deglutição
-Voz nasalada

A terapêutica, se a respiração ruidosa for importante, se houver apneias de sono, dificuldades de alimentação graves e atrasos no estado estato-ponderal da criança geralmente é cirúrgica (amigdalectomia + adenoidectomia).


Informação retirada daqui

terça-feira, 15 de maio de 2018

Conteúdo - Anemia


A anemia é uma situação clínica que resulta da diminuição do número de glóbulos vermelhos no sangue ou do conteúdo de hemoglobina no sangue para valores inferiores aos considerados normais.

Qual o papel dos Glóbulos Vermelhos na Anemia?
Existem no nosso sangue três tipos fundamentais de células: os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e plaquetas. Todas estas células são formadas na medula óssea, que se situa no interior dos ossos. Os glóbulos brancos ajudam a combater as infeções e as plaquetas são essenciais para a coagulação.

Os glóbulos vermelhos contêm hemoglobina que transporta oxigénio a partir dos pulmões para todo o corpo e, inversamente, dióxido de carbono a partir dos tecidos para ser eliminado pelos pulmões.

Na anemia, os glóbulos vermelhos deixam de ser capazes de distribuir o oxigénio ao organismo de forma eficaz, causando diversos sintomas.

Para que se possam produzir glóbulos vermelhos e hemoglobina, o organismo necessita de ferro, vitamina B-12, folatos e outros nutrientes contidos na dieta.

A causa mais comum de anemia é a falta de ferro. O ferro absorvido na alimentação é usado para a produção da hemoglobina dos glóbulos vermelhos e permite o transporte do oxigénio, necessário ao funcionamento de todas as células do organismo.

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 25% da população mundial poderá ter algum tipo de anemia, não existindo dados concretos sobre o número de casos de anemia em Portugal.

Quais são as causas da anemia?
As causas de anemia são muito variáveis. Como se referiu, a anemia ocorre sempre que o corpo humano não dispõe dos glóbulos vermelhos necessários ao seu normal funcionamento, quer por menor produção na medula óssea, quer por excessiva perda ou destruição.

- Falta de ferro

A anemia por falta de ferro é a mais comum e pode resultar de perdas por hemorragia, como acontece nas gastrites associadas ao uso de anti-inflamatórios, nas úlceras do estômago e duodeno ou em lesões cancerosas do tubo digestivo.

A anemia pode resultar também de um aumento das necessidades de ferro, como acontece na gravidez e nas fases de crescimento rápido, como a idade pré-escolar e a adolescência.

Uma outra situação bastante comum é a ocorrência de uma dieta desequilibrada e pobre em ferro, como acontece, por exemplo, nas dietas vegetarianas. As principais fontes de ferro na dieta são a carne vermelha, o peixe, alguns vegetais, o feijão e as nozes. A deficiência de vitamina B 12 e ácido fólico pode igualmente causar um quadro de anemia.

- Doenças Crónicas

Doenças crónicas, como o cancro, a infeção pelo VIH/SIDA, a artrite reumatoide, a insuficiência renal, interferem com a produção de glóbulos vermelhos e provocam anemia crónica.

Se a medula óssea deixar de produzir células teremos também um quadro de anemia. Isso pode acontecer nos linfomas, em alguns tipos de infeção ou após a utilização de alguns fármacos.

- Doenças Intestinais

Existem diversos fatores que aumentam o risco de anemia. Para lá de uma dieta pobre em ferro, vitamina B-12 e folatos, as doenças intestinais que afetem a absorção de nutrientes também aumentam a probabilidade de desenvolvimento de anemia.

- Atividade Física Intensa

A atividade física muito intensa, como a corrida, pode associar-se a anemia pela destruição dos glóbulos vermelhos causada pelo impacto repetido.

- Hereditariedade

Algumas formas de anemia podem ser hereditárias, como a anemia de células falciformes.

- Outros fatores 

A menstruação, a gravidez, o alcoolismo e o uso de alguns medicamentos são outros fatores a considerar.

Como se manifesta a anemia?
Nas fases iniciais, a anemia tende a passar despercebida, sendo confundida com fadiga.

Nas fases mais avançadas, a fadiga associa-se a uma falta de força generalizada, palidez, dores de cabeça, irritabilidade, alterações do sono, tonturas, dificuldade de concentração, depressão, tensão arterial baixa, ritmo cardíaco acelerado, respiração acelerada com sensação de opressão, desmaios, unhas quebradiças, perda de apetite, extremidades frias.

Se a anemia evoluir sem tratamento, ela tenderá a agravar outros problemas de saúde, como a insuficiência cardíaca, por exigir um esforço acrescido ao coração.

Como se diagnostica a anemia?
O diagnóstico de anemia é feito conjugando os dados da observação médica com o resultado de exames laboratoriais, onde se destacam os que avaliam os níveis e as características dos glóbulos vermelhos, hemoglobina e ferro no sangue.

Em função dos resultados desses testes, poderão ser necessários exames adicionais que permitam, identificar a causa da anemia e que podem incidir sobre o aparelho digestivo, rins, etc.

Por vezes, é necessário realizar uma colheita de medula óssea para se identificar a causa da anemia. A esse exame dá-se o nome de mielograma. 

Como se trata a anemia?
O tratamento da anemia depende das suas causas e passa pela reposição dos níveis normais de hemoglobina e de glóbulos vermelhos.

Quando se confirma, por análises ao sangue, que a anemia é provocada por insuficiência de ferro, o tratamento passará pela administração de suplementos de ferro, por via oral ou injetável. O mesmo se aplica à deficiência em vitamina B-12 que poderá ser corrigida mediante a administração de suplementos injetáveis.

A definição de uma dieta equilibrada permite, em muitos casos, reverter o processo que causou a anemia.

Se ela for provocada por perdas de sangue, será fundamental identificar a origem dessa perda e proceder ao seu tratamento.

Em anemias mais graves, poderá ser necessário recorrer a transfusões sanguíneas.

Como se previne a anemia?
Para a prevenção da anemia é essencial adotar uma dieta equilibrada e saudável, onde se incluam carne, peixe, frutos e vegetais de folhagem verde. A Vitamina C presente nos citrinos, kiwis e brócolos, também tem um papel importante na absorção do Ferro.

Nas fases de vida em que ocorre maior necessidade de ferro (gravidez, aleitamento, infância, adolescência), o aporte alimentar pode não ser suficiente e será importante tomar suplementos de ferro, de acordo com as recomendações médicas.

Fontes
Mayo Foundation for Medical Education and Research, Março 2013
American Society of Hematology
University of Maryland Medical Center, 2011
Associação Portuguesa para o Estudo da Anemia

Informação retirada daqui

domingo, 13 de maio de 2018

Conteúdo - Anafilaxia


A anafilaxia é a reação alérgica mais grave, que pode resultar em dificuldade respiratória, perda de consciência ou mesmo morte se não for imediatamente tratada.

Pode ocorrer em qualquer criança após ter sido exposta a uma substância que é alérgica, pelo que o diagnóstico precoce das alergias na idade infantil é importante.

Quais os sintomas?
prurido cutâneo (comichão) 
urticária
edema dos lábios, língua, pálpebras ou outras regiões do corpo
tosse
dificuldade respiratória ou pieira
náuseas e vómitos
cólicas abdominais e diarreia

Na criança, as causas mais frequentes de anafilaxia estão relacionadas com alimentos, como o leite de vaca, ovo, amendoim, frutos secos (noz, avelã, amêndoa), marisco, peixe e trigo.

Alergias
Outras causas possíveis são os medicamentos, como é o caso dos anti-inflamatórios e dos antibióticos, o frio ou as picadas de insetos (abelhas e vespas).

Como atuar?
Na ocorrência de sintomas alérgicos graves deve ligar para a linha de apoio ou dirigir-se de imediato a um serviço de urgência, onde deverá ser administrada adrenalina para além de outros tratamentos.

Se o seu filho alguma vez teve uma reação anafilática deverá informar o pessoal escolar acerca das alergias graves da criança ou do jovem, para que o possam ajudar na evicção ou a iniciar o tratamento necessário. A criança deve ser observada por um imunoalergologista para determinar a causa exata de anafilaxia e sua correta orientação, nomeadamente indicando o uso de dispositivos para autoadministração de adrenalina.


Informação retirada daqui

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Notícia - 10 Mudanças que surgem no corpo de quem faz caminhadas diárias

10. Tranquilidade mental


Se caminhar melhora os sintomas de depressão em pacientes com graves transtornos depressivos, imagine seus benefícios sobre o cansaço e o tédio. Uma caminhada divertida ao lado de um parente ou amigo sempre multiplica o efeito de felicidade, melhorando o humor de qualquer pessoa!


Informação retirada daqui

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Temperatura do corpo - abaixo de 26,5°C


Com menos de 26,5°C, o sangue começa a coagular. Isso compromete a chegada do fluxo sanguíneo aos órgãos vitais, também causando a morte.

https://incrivel.club/criatividade-saude/o-que-acontece-se-sua-temperatura-corporal-estiver-alta-ou-baixa-demais-419260/

Temperatura do corpo - abaixo de 29,5°C


Sob essa temperatura, o fluxo de oxigénio ao corpo é diminuído e a circulação sanguínea fica bem mais lenta. Nesse estado, a maioria das pessoas perde a consciência.

https://incrivel.club/criatividade-saude/o-que-acontece-se-sua-temperatura-corporal-estiver-alta-ou-baixa-demais-419260/

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